12.9.06,2:01 PM
Pela Fresta de Luz
nem percebe que cá está dentro de mim e jorra pelos poros esse amor cheio de qualquer tontice e devaneio. nem se dá conta que a noite se foi e nossos sussuros não foram abafados o suficiente nem saciados em perfeita e necessária demasia e agora jaz aqui, bem dentro de mim, tão profundo que chego a perdê-lo, tão intrínseco que o sinto fazer cócegas n'alma, nessa mesma alma de sonhos povoada, mas que sucumbiu aos sentimentos realistas/naturalistas e encara o romântismo como uma pequena fresta de luz, que não chega a iluminar, mas já aquece, mesmo que pouco e espaçadamente um coração que tem a alma louca e insana por tantas cócegas.
mas esquece todo o lirismo dessa pequena luz que invade o ambiente. porque agora são apenas o cheiro dos corpos e o fogo que sentimos líquido e que nos bota cansados.
enfim, dormimos.
 
Verônica
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